terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Minhas Inspirações #8

Há mais ou menos uma semana atrás, uma amiga minha me pediu para escrever um texto sobre amizade, para comemorar mais um ano de amizade e a virada do ano.

Posso dizer que foi um pouco difícil no começo, eu até pedi pra ela alguns pontos da sua amizade para ter mais o que escrever, para se encaixar melhor no contexto. Mas escrever sobre amizades que você não conhece é complicado.

Para essa solução eu pensei o seguinte: "Bom, se é um texto sobre amizades o que eu posso fazer? Como posso descrever isso para que seja mais sentimental o possível e agradar os paladares alheios?". Foi aí que tive a ideia de basear o texto nas minhas amizades, escrever sobre os meus sentimentos encaixando os pontos que ela me passou. E não é que deu certo?

Depois que mandei pra ela, ela me disse: "Até fiquei com lágrima nos olhos". Isso foi grandioso para mim e soube que pude emocionar com as palavras, senti a alegria fluir e o sorriso estampar meu rosto. Isso é o que sinto quanto gostam do que gosto, quando elogiam algo que fiz, quando sinto que estou seguindo um caminho que me pertence. Essa é a minha realidade.

Bom, o texto chama-se "Passagens" e publiquei hoje no meu blog. Esse é o último da categoria contos que publico esse ano, na próxima sexta-feira (já 2015) tem mais!

A propósito, Feliz Ano Novo!


sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Minhas Inspirações #7

Outro filme pra lista dos que me inspiraram à escrever, dessa vez a comédia "Junto e Misturados", que, por mais que não seja um drama ou romance me emocionou.

O ponto que eu destaco é o relacionamento de pai e filho. No filme o garoto sempre quis que seu pai o acompanhasse nas partes importantes de sua vida, como o jogo de baseball, mas no filme seu pai biológico era mais ausente que presente.

Isso é o que acontece em várias e várias famílias. Pode até ser encarado como um ponto crítico no filme. A relação de pai e filho se torna única e exclusivamente o caminho para a escola.

Voltando ao filme, Jim (Adam Sandler) que não é o pai biológico, acaba se apegando e inusitadamente atuando como pai do garoto, fazendo coisas que seu verdadeiro pai deveria fazer, acompanhando e ensinando-o em jogos de baseball por exemplo, e no decorrer dessa cena, me dei conta do quanto isso é importante para uma criança, estar ao seu lado, mostrando segurança e confiança faz com que as coisas fluam melhor.

Isso é uma realidade bruta e posso dizer por mim mesmo. Não tive um pai muito presente e que me incentivasse nos momentos que precisei, que me incentivasse a seguir a carreira que quero seguir, que esteve muito ao meu lado e até hoje é assim.

Depois que o filme acabou – com lágrimas de alegria –, peguei meu notebook, abri o Evernote e escrevi o conto que publiquei hoje! Dei o nome de "Laços", no que retrata um relacionamento de pai e filho durante sua vida.

Espero que gostem :)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Minhas Inspirações #6

Já digo que esse texto não baseia-se numa inspiração, e sim numa expectativa.

Ano que vem pretendo – se Deus quiser e tudo correr à favor – passar meu aniversário em Nova Iorque, meu aniversário de 21. Viajar para o exterior é uma dos meus maiores sonhos ainda não realizados, então pretendo fazer isso; realizar isso.

Sempre que assisto à filmes e vejo a Times Square me bate aquela vontade de estar ali, e registrar cada momento. Muitos podem descordar do meu ponto de vista mas, eu adoro aquele lugar (pelo menos o que vejo dele).

No conto que publiquei ontem (23) no meu blog, eu me baseei em contar histórias, ou melhor, relembrar elas, e claro que cito a Times Square lá. Unicamente o escrevi por isso, falar da experiência (ainda não obtida) de Nova Iorque.

Esse não foi o único conto que citei a Times Square, teve outro, só que um pouco mais pro lado "bad".

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Minhas Inspirações #5

Sabe aqueles amores platônicos que temos? Um saco né?

Quem nunca passou por isso ao menos uma vez na vida que atire a primeira pedra. Várias vezes acontece de gostarmos de uma pessoa mas ela não sente o mesmo pela gente, ou na verdade você nem sabe se ela sente ou não. Fica com aquela dúvida na cabeça e com medo de perguntar pra 1º, não acabar com uma amizade que exista, 2º, não receber um "não", que é o mínimo que pode acontecer.

Baseado nisso, em amores não retribuídos, em encantos inusitados e em paixonites agudas, eu escrevi o conto que publiquei hoje no meu blog, dei o nome de "Paixão ou Platão?" justamente por isso. Ainda que muitas vezes sabemos no que pode resultar um amor desses, continuamos em frente, alimentando nosso coração e matando nossa mente. Eis uma prévia dele:


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Minhas Inspirações #4



Procurando por Emma Stone (ahh que mulher!!!) na Netflix me deparei com um título chamado: Histórias Cruzadas (The Help no título original), e claro, esse foi o filme escolhido da noite.

Se trata da história de uma jornalista que quer ser escritora, e tem a ideia de retratar o que acontece com os negros naquela época em um livro, mostrar a perspectiva deles sobre tudo, que são tratados como "uma raça contaminada", uma raça de não pode se misturar com os brancos.

Skeeter é uma mulher branca, mas nunca aprovou essa atitude dos demais, e com coragem ela se une a algumas empregadas (negras) e colhe seus depoimentos, algo que é contra as leis naquele tempo, anos 60 em Jackson - Mississipi.



O ato de coragem das negras e de Skeeter foi o que me inspirou e me fez escrever o conto que publiquei hoje: "Continue". Em uma época onde os negros começavam a ficar conformados com suas vidas, vivendo no medo e achando que nada poderia mudar, coragem era o que precisavam, o que os fizeram acreditar e arriscar que poderiam ter uma vida melhor. Além do filme retratar uma jornalista/escritora (sonho meu), aborda também essa filosofia, de se arriscar para realizar seus sonhos, algo que levo comigo, sempre.

Agora este meus caros, é um dos filmes que adicionei à minha lista de preferidos.

P.S. O filme é baseado num livro (The Help), é possível achá-lo na Amazon, mas no idioma inglês. :(

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Minhas Inspirações #3

Como prometido, eis mais um capítulo dessa série...

O conto que postei hoje no meu blog, foi intitulado "O que fica para trás" escrevi logo após chegar em casa no último dia de aula do curso – que frequentava de segunda à quinta –, com a convivência quase todos os dias com o pessoal, aquele clima de despedida começou a ficar mais denso.

Uma das minhas características é que sou emotivo, e tudo pra mim parece tragédia, tudo meio que parece um "ah meu Deus, o mundo vai desabar" e nesse conto eu imagino como tudo ficaria daqui alguns anos; o pessoal se afastando, os contatos se perdendo e todos os chegados/íntimos se tornem apenas conhecidos.

Eu imaginei isso porque foi o que realmente aconteceu quando sai do ensino médio. A maioria da sala só é mais um contato no Facebook, mas tem uns cinco ou seis que ainda mantenho contato porque não quero que sumam da minha vida de modo algum.

Eu falo também daquelas promessas inválidas que todo mundo faz: "Vamos marcar de fazer algo", pura mentira e tentativa de acalmar as emoções (risos), alguém discorda?

Bom, o resto vou deixar para vocês verem lá no blog mesmo. E vocês? O que sentiram no último dia de aula?

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Minhas Inspirações #2

Hoje postei outro conto no meu blog, um no qual falo sobre um cara que vai ao encontro com uma garota e ela simplesmente não vai, desiste do encontro...

Bom... isso meio que foi uma coisa que aconteceu comigo, mas não tão dramaticamente como no conto, mascarei bem a coisa, e quando digo isso digo o seguinte: o lugar não foi o mesmo (se bem que eu queria estar em Nova Iorque), o modo como a garota some não foi o mesmo e o motivo de ela ter ido embora também não.

Vou contar melhor como foi (na realidade agora)...

Meu curso estava acabando, e como todo aquele clima de "ninguém vai mais se ver" estava começando a rolar a turma inteira decidiu ir ao cinema assistir uma comédia. Como sempre tem aqueles furões, a sala não foi completa, na verdade não foram cinco. Tinha uma amiga minha, que chegou um pouco mais cedo (ou eu cheguei um pouco mais tarde), e ficou lá esperando, começando a ficar impaciente de esperar, sendo que eu insisti e implorei pra que ela fosse. Cinco minutos depois que eu cheguei, liguei pra ela pra saber em que parte do shopping ela estava, e a resposta? Ela já tinha ido embora, cansou de esperar...

Tinha um amigo que foi comigo e contei pra ele, a ideia veio daí, ele disse:

– Por que não escreve um texto sobre isso?

E por que não? E como disse, mascarei bem a coisa... Se ela simplesmente lesse aquele conto, não imaginaria que se trataria dela...

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Minhas Inspirações #1

Já disse várias vezes que gosto de escrever. Mas escrevo bem mesmo quando estou inspirado e nem sempre me sinto assim. Tenho formas de chamar a inspiração que tenho, a mais forte delas é assistindo a "filmes inspiradores" (chamo-os assim), mas posso escutar uma música (calma) nova, ler textos bonitos em blogs e vendo histórias de pessoas que alcançaram seus sonhos (o que me faz acreditar que também posso!).

No conto que publiquei hoje no meu blog pessoal (link aqui) me inspirei com um filme bonito que vi na Netflix, chamado "O Som do Coração"


Não trata-se de um filme romântico (como na maioria dos casos), mas sim da história de um garoto que não tinha pais, por um engano, mas ele sabe que eles estão vivos e tem o sonho de encontrá-los. Seus pais eram músicos desde que se conheceram e o garoto adora música sem mesmo saber o rosto deles. Idas e vindas ocorrem, até que finalmente, pela música eles se encontram. O clímax cabe a você saber, ou melhor, assistir. Vale muito a pena.

O título original é "August Rush", mas na Netflix esta como "O Som do Coração" mesmo, o filme é de 2007, e o elenco vemos até hoje nos novos filmes, exceto pelo falecido Robbin Williams, que Deus o tenha.




sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Inspirações Inesperadas

Hoje vim contar de uma forma de inspiração que tive.

Tenho uma amiga universitária, que ama a faculdade que faz, mas, no momento ela não exerce a função no seu mundo profissional. Por obra do destino, ela trabalha em um setor totalmente diferente. Muita coisa vem acontecendo desde então, dentre coisas boas e coisas ruins, posso dizer que boas estão predominando, por exemplo, ela conheceu gente que fizesse com que ela acordasse, não no sentido de estar alienada, mas que acordasse no sentido de querer mudar.

Mesmo assim não era fácil, é mais fácil dizer que fazer certo?

Então, o medo era certo, mas a vontade de mudar era maior que isso. E cá está o motivo desse post, com isso consegui escrever um conto (link aqui), e claro, com aquele toque de ficção, óbvio que não vou contar quem é; mas será mesmo que existe essa amiga? Ou posso estar inventando isso como no conto?

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Novos horizontes

Em janeiro de 2013 eu comprei meu primeiro Kindle, um e-reader da Amazon e digo: foi uma das melhores compras que já fiz.

Hoje a Amazon lançou seu novo modelo aqui no Brasil e falei dele aqui, por isso escrevi esse post, pra falar o quanto me foi útil um e-reader.

Eu sempre tinha preguiça de ler, e ficar fazendo manobras com os livros não era legal, ainda mais que eu lia na cama, o peso dos livros varia, mas imagina se cai no rosto (rsrs), enfim, quando comprei, comecei a baixar os livros, as amostras e assim sucessivamente. Ainda não tenho uma biblioteca enorme no Kindle mas tenho bastante livros, e a vontade por ler aumentou, parece que o Kindle incentiva a leitura, pelo menos pra mim, que gosto dessas tecnologias.

O meu primeiro Kindle foi o normal, com botões físicos ainda, mas quando a Amazon trouxe o Paperwhite para o Brasil, com touchscreen e tela iluminada eu vi ali mais uma vantagem pra tê-los, eu podia ler no escuro, e pra mim isso era ótimo, porque a vontade de ler só vinha quando eu estava na cama esperando o sono chegar.

Sem falar na bateria, que dura semanas. Você até esquece que ele tem bateria, porque dura muito mesmo.

Livros são bons, mas pra mim, servem mais de enfeite. Tem livros que sinto vontade de ler mais de uma vez, mas a maioria a gente lê apenas uma vez, e ele fica lá, pegando poeira coitado, mas no Kindle fica tudo arquivado, em um único dispositivo. Sua biblioteca móvel.

Por isso o Kindle continua sendo uma das minhas melhores compras e que recomendo pra todo mundo ;)

... Mas claro, ainda tem os amantes do papel, apaixonados pelo seu "cheiro".

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Um tempo livre, um conto novo.

Nesse último fim de semana, tivemos o Enem, e como eu pretendo entrar pra Jornalismo, estava lá, firme e forte.

O que mais cansava era ter um texto pra cada questão, 180 textos pra ler, tentar entender, ler de novo, tentar entender de novo... e por aí vai. Bom, depois de tudo isso espero ter conseguido algum resultado legal.

Mas o que eu quis dizer com esse post é o seguinte: Podíamos sair com o caderno de questões meia hora antes do término da prova, e no primeiro dia (dia mais sossegado, vamos dizer assim) eu fiquei com duas horas livres, tive que ficar lá, esperando...

Me ocorreu o seguinte: Se eu vou ficar aqui sem fazer nada, por que não dedicar esse tempo pra mais um conto? E comecei a escrever, no verso do caderno. O bom que o tempo passou mais rápido e tive mais um conto. Não foi AQUELE conto porque meu cérebro estava querendo sair correndo de tanto pensar, mas foi um conto legal. E hoje eu postei ele no meu blog, pode clicar aqui pra ver.

PS: O engraçado no momento que escrevia no caderno foi o olhar da aplicadora ao tentar entender o que se passava comigo quando ela passava por mim. rsrs

Enfim, cada um se vira como pode ;)

domingo, 12 de outubro de 2014

Apenas uma reflexão sobre o início do Brasil

Começo esse texto com uma pergunta: Como podemos reclamar das coisas de hoje sendo que tudo começou errado?

Deixe-me esclarecer essa pergunta.
Lá no início, quando os portugueses 'descobriram' o Brasil, o que aconteceu? Estupro, roubo, álcool, mortes.

As índias foram estupradas, roubaram nossos recursos, viciaram os índios no álcool e mataram muitos deles. Claro que não sei o que aconteceria se Portugal não tivesse descoberto o Brasil, mas o que aconteceria se fosse diferente? Se não começasse com violência?

Muitas pessoas desde antigamente resolvem as coisas na violência, na verdade acham que resolvem porque acabam criando um caos maior, e pior. Hoje nada mudou, pode ser que até tenha piorado mas enfim, pra que isso? ou melhor por que?

Aprendemos que violência não resolve nada, mas a máquina humana deixa isso escapar pelo outro ouvido, porque não põe em prática... Ao meu ponto de vista.

Pode ser que eu esteja errado em relação ao início do post, mas é um palpite, algo que comece com violência não pode trazer frutos bons. Quem já ouviu alguém dizer aquela maldita frase: "Nasci assim e vou morrer assim". Isso é pessimismo demais. Na verdade tudo pode mudar, depende da capacidade e força de vontade de o fazer.

As eleições estão em curso e a maioria das pessoas dizem que não temos bons candidatos, até mesmo eu digo, é minha opinião, mas enfim, fazemos alguma coisa? Em outros países ter maus candidatos é motivo para mudar, para ter força de vontade e fazer diferente, temos essa capacidade, temos esse poder. JUNTOS!

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O ciclo da vida

Fomos educados sabendo que tudo na vida: Nasce, cresce, se desenvolve e morre. Contudo, levamos isso a sério?

Me peguei essa noite funçando alguns arquivos. E vi um video que fiz quando acabei o colegial, um video com uma montagem de fotos e uma inspiradora musica de fundo. Tá, e daí? Daí que os sentimentos rolaram, surgiram, brotaram e aquela saudade não bateu na porta, mas demoliu a casa. Uma saudade de um tempo que não foi aproveitado, digo assim porque sempre era tedioso ir para a escola, sempre era tedioso olhar para aquelas pessoas e vivenciar isso todos os dias... Mas aquilo era bom, era fácil e ninguém dava a mínima.

O tempo voa, hoje cada um seguiu seu rumo, ainda nos vemos casualmente, mas assim, não era como nos tempos passados onde colávamos absorvente no teto da escola. Enfim, o tempo ainda continua passando e estamos aproveitando isso? O momento?

Hoje trabalhando, achamos isso um saco, um tédio, mas imaginem lá na frente, quando estivermos próximos ao último e temido ciclo da vida, onde teremos que nos desapegar de todas as pessoas e de tudo conquistado nesse mundo. Vamos olhar no passado e desejar poder ao menos estar trabalhando, não acha?

Estamos aproveitando o agora?

Estamos carecas (no figurado) de saber que temos apenas um vida mas é sempre bom parar para refletir as vezes, ver onde estamos e como chegamos. Pense e relembre seus momentos, como nessa noite em que me peguei desejando meus ensino médio de volta, algo impossível - a não ser que os desenhos animados se tornem realidade.

- TRAGAM-ME A MÁQUINA DO TEMPO!!!

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Momentos de Inspiração

Eu tenho uma forma de descrever esses momentos, são aqueles que chegam simultaneamente com uma noticia boa, seja por qualquer meio de comunicação e em qualquer lugar, fazem com que o animo e a empolgação fluam pelo corpo dando energia de onde nunca imaginara que pudesse ter.
São momentos que valem a pena ser vividos, são uma espécie de raridades que nos fazem crer, fazer, gritar, cantar, pular, criar… que nos fazem querer mudar o mundo, que nos fazem capacitados de tal modo que tudo fica fácil e prazeroso.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Me arrependo de: Ser muito fechado, ao mesmo tempo um livro aberto.


Tem quem diga que minha vida é um livro aberto. De fato, para os mais próximos ouso em dizer que sabem tudo da minha vida: o que gosto, de quem gosto, quanto ganho, o que estou fazendo, etc. E tem quem diga que sou muito fechado, tímido, calado e que não sabem dez por cento do que sou.

Tímido eu sei que sou, por Deus. Por que somos assim? Essa coisa que chamamos de característica, cá entre nós é uma desgraça só, te prende de muita coisa e te faz perder oportunidades. Ah, oportunidades, quem diria hoje eu podia estar namorando, mas né!

As vezes também, essa timidez pode ter me livrado dumas e outras, poderia estar namorando sim, mas estaria feliz com isso? E se eu me arrependesse? Hoje somos amigos, e se quando estivéssemos namorando, de uma briga, restasse apenas um contato na agenda?

Arrependimentos podem ser chamados também de sinais. Sinais que pedem pra você mesmo mais tempo para refletir, e perceber que o arrependimento não foi em vão.

Tá, mas me arrependo de ser fechado e aberto ao mesmo tempo. Sim, ao mesmo tempo. Como disse, perco muitas oportunidades, não apenas em questão de "um grande caso de amor", mas também da minha vida profissional. Como com meus amigos consigo me abrir, me expressar, me entrosar, mas com pessoas "estranhas" eu fico travado?

"Hazel Grace, o mundo não é uma fábrica de realizar desejos." - John Green

Conseguem ver por essa linha de raciocínio? Posso estar e não estar me arrependendo disso, a mente é uma coisa confusa, me deixa confuso. Decida-se Lucas.

Bem, como de fato ser tímido te priva de muitas coisas, trago-lhes o fruto disto: você conhece pessoas fantásticas que te escutam no seu pequeno mundo fechado, pessoas que te acalmam e te aconselham qual caminho seguir, pessoas que apoiam e incentivam e pessoas que marcam suas lembranças numa parte inesquecível da memória. A timidez também pode fazer você buscar outros meios de se entrosar na sociedade:

"Do outro lado da tela ela sentia a mesma aflição que ele, o redator. Era como se as palavras os conectassem de forma sincronizada, como se a mesma agonia fosse compartilhada com quem já as sentiu e com que as sentisse no momento, palavras que significavam muitos para ambos, palavras compartilhadas por um sonho num pedaço de papel, ou num conjunto de pixels, palavras que formaram um livro."

... Como escrever.

sábado, 24 de maio de 2014

[Me arrependo de_] não ter ido ver #jasonmraz no Festival de Verão...


Quem nunca se arrependeu de algo na vida? Uma compra mal pensada, um curso superior mal escolhido, não ter falado com aquela menina... Arrependimentos temos muitos. Muitos mesmo e com certeza de cada um deles é possível tirar uma lição.

Veja esse blog, por exemplo! Com certeza é fruto de um arrependimento... Mas a intenção deste espaço não é somente colocar um arrependimento e lamentar. Não, definitivamente não! Não vamos chorar sobre o leite derramado como velhos reclamões que lamentam nos últimos dias de suas vidas. Como falei tiramos lições e muitas coisas boas dos arrependimentos. Isso se não os deixamos remoídos dentro de nós por longo tempo. A ordem é: dar a volta por cima...

Vamos ao primeiro arrependimento do blog, então...

Lembro-me, como se fosse hoje. Era janeiro de 2011. Estava me preparando para um concurso público para o Ministério Público do Estado da Bahia, me preparava mesmo, com estudos intensos. Na mesma época começava a me fascinar por Jason Mraz, timidamente, mas começava a ouvir. Ouvia principalmente os seus dois hits: Lucky e I'm yours...

E é aí que entra o dilema, caro leitor! Daqueles que, no início não passa de coisa simples, desapegada. Jason viria para Salvador, minha terra. Era o festival de Verão 2011 e ele se apresentaria no dia 5 de fevereiro. Até aí tudo bem. Foi quando tive as informações sobre a data da prova, horário e local: 6 de fevereiro, às 8:00 h, no Rio Vermelho. Moro muito distante do Rio Vermelho, portanto, teria que acordar bem cedo!

"Jason Mraz vai ter que ficar para próxima", pensei e me convenci muito rápido, aliás não era tão fã assim, estava no início de um estudo sobre suas composições, só conhecia bem as duas mais importantes, na época.

No dia do show, liguei o rádio e aguardei a transmissão. A introdução me soou e espetacular e comecei a me arrepender de não ter ido! O pior: moro a menos de 15 minutos (a pé!!!) do Parque de Exposições onde é realizado o festival... Posso ouvir daqui - um pouco mais baixo, é claro! - o áudio do show. Only Human, era o nome da música. Eu acompanhava pela internet, pelo Vagalume. Ia descobrindo um cantor e um show sensacional a cada música. O entrosamento com a plateia, o carisma daquele cara que decorou falas do tipo... "tudo bem, Salvador?", "vocês estão gostando?", "todo mundo cantando!"... Praticamente chorei com a execução de "A Beautiful Mess".

Sem dúvida o arrependimento cresceu. No fim, o Bis... Ah, mas vocês não sabem o quanto me arrepiei. Jason voltou e cantou "Tudo que você podia ser", do grupo mineiro Clube na Esquina. Eu queria correr. Talvez daria tempo chegar, comprar um ingresso e ver metade da música. Claro que era loucura! Se o fizesse perderia a parte mais gostosa do show. Milton Nascimento entrou no palco. Era mágico. Triste também, mas muito mais mágico! Cantou uma música linda: Simple All/ Simplesmente Tudo, de autoria dos dois.

Por fim, o melhor: um encerramento com I'm yours cantado a mil vozes e com uma emenda de Three Litlle Birds. A última frase de Jason? "Até a próxima".

Haveria uma próxima! Quando? Onde? Não sei! Só sei que viria. Prometi a mim mesmo que iria. Fosse onde fosse! Manaus? Iria? Acre?... Iria também...

Mas a próxima veio. E foi em São Paulo. O que o arrependimento de não ter ido me rendeu? Amigos. Amigos de todos os cantos possíveis do Brasil, sotaques, profissões e rostos diferentes... Amigos. É o que sobra da vida: momentos e amigos. E o que resulta de amigos? Esse blog!

A proposta é mostrar que o arrependimento pode gerar frutos, mas isso se tivermos objetivos e determinação maior. Óbvio que quando soube do show em Sampa tive que juntar o dinheiro do lanche... (modo de falar, mas tive que juntar e com determinação) ...

Bem, o resultado é esse... Acompanhe-nos. #joinus